Sábado, 13 de Novembro de 2010

crescer


..." tinha de aprender a perdoar-me a mim própria e a não me julgar, mas sim aprender com o passado. Mostraram-me como é vital aceitar-me, ser verdadeira comigo própria e amar-me para poder fazer o mesmo com os outros."
MARLO MORGAN in Mensagem do outro lado do Mundo

Basicamente o livro fala de uma médica Americana, que passa parte da vida em viagens e conferências, e é então que aos seus 52 anos de idade é chamada para fazer mais uma conferência , mas desta vez na Austrália.
Mal chega ao Hotel, é raptada por um Aborígene.
O livro trata a viagem dela ao mundo dos aborigenes, ao que ela chamou, "povo verdadeiro"
Ao longo da sua viagem pelo deserto, a médica aprende a viver somente com aquilo que era fornecido pela natureza, e a retribuir, para que seja um ciclo vicioso e a cima de tudo.. harmonioso!
A minha aprendizagem com este livro passa pelos ensinamentos de um povo que não tem nada a não ser as lembranças e a eles mesmos.
São puros na medida em que respeitam a natureza, a eles próprios e aos seus.

Este trexo que retirei de uma das páginas do livro, foi sem duvida o que mais me marcou, não sou pela fase estranha em que me encontro, mas porque consegue quase resumir tudo aquilo que o povo verdadeiro nos possa transmitir.
Esta Americana, habituada a todos os luxos e facilidades, é obrigada a esquecer tudo aquilo que aprendeu, para poder sobreviver no deserto Australiano, e é fascinante como ela consegue e ainda leva uma vida mais feliz do que aquela que levava na America.

Eu não estou a mudar de um Mundo para outro completamente diferente , mas estou a mudar uma mentalidade, de uma idade, em que deixo completamente de ser adolescente e passo a ser adulta como tanto desejava em criança.
O que se torna complicado nesta fase não á a mudança em sí.. é o fãcto da idade do meu coração, não acompanhar a idade do meu cerebro!
Estou no ultimo ano da faculdade! tenho de saber o que quero daqui para a frente, e olho para trás e vi que não aproveitei nada nunca, estava demasiado ocupada em ser responsavel! Nunca tive um meio-termo e acho que também não o vou conseguir encontrar.
Quem me dera hoje, ter ido aquele jantar.. e ter aproveitado a companhia dos meus colegas que hoje sinto talta falta!
quem me dera ter faltado aquela aula, ppor ter adormecido por uma festa de arromba , e ter uma história para contar aos meus netos.
Quem me dera ter uma vez que seja ter ido bebeda para as aulas... e agora vejo-me na minha ultima etapa de estudos.. em que ainda me posso considerar adolescente.. e vejo que sempre tentei ser mais crescida do que realmente era.. e para que? para me tornar numa pessoa vaga.. vazia... sem histórias..
e as historias que trago são as da minha "rica" infancia que tanto me traumatizaram, e que hoje não me permitem andar par a frente.
No meu caso não se trata de me desculpar.. mas sim desculpar uns pais.. que por consequencia de uma juventude, não souberam guiar uma criança, e nem souberam ver os sinais de risco.
Hoje custa-me desculpa-los e SEI que enquanto não apagar o passado, tudo aquilo que eu vou recordar um dia mais tarde.. é so uma infancia sem muitas felicidades, e uma adolescencia vaga, porque sempre estive ocupada em ser ... muito responsavel.
Hoje apetece-me nao ir as aulas, apetece-me correr riscos.. apetece-me nao me esforçar e perceber que eu posso falhar.. que eu sou humana, e que tambem falho.
Mas depois vem o meu maldito cerebro, que aparece dizendo que naooooo... "tu tens e de ser uma mulher, tens de ir procurar trabalho, tens de deixar a hello kitty" e o disney channel de lado!
tens de começar a fazer a sobrencelhas e vestir uma camisa!

Há uns anos atras.. eu pensava que o facto de trabalhar fazia de mim alguem mais velho e com mais responsabilidades, hoje eu tenho medo, porque não estou pronta para me tornar adulta, não estou pronta para ter de andar com as unhas arranjadas.. e não poder andar mais com o verniz lascado.
TENHO MEDO DE CRESCER, porque não conseigo apagar um passado que tanto mal me fez e continua a fazer.
Dentro do meu corpo o mundo que vejo la fora não me agrada.
Não tenho nenhuma capacidade util a sociedade, o facto de adorar animais e ate perceber bastante.. nao me ajuda a conseguir fazer nada com isso.. numa sociedade em que o que interessa e o estatudo e o dinheiro para comprar a arvore de natal que e totalmente simbolica!
Continuo a pensar no medo que eu tenho diariamente de crescer... fisicamente ainda me pareço com uma miuda de 15 anos.. mas quando vou as compras.. ja nao vou a zona dos pretos e decotados.. ja nao altero a minha roupa de modo a ficar completamente....errr.. "inusavel"( no meu pensamento de hoje em dia) e isso assusta-me.
Assusta-me saber que sempre fui uma pessoa com uma força de vontade incrivel e que agora.. apaguei, custa-me saber que já nem sei o que gosto.. a minha cor favorita.. o meu prato favorito! nada ! de momento estou numa fase de transiçao um pouco apagada.
So gostava que alguem me facilitasse as coisas e dissesse: " olha tens de fazer isto ,isto e isto." e eu esforçar-me para tal! enfim!
Depois de tanto anos de querer crescer tão depressa encontro-me enrascada por ter conseguido, é o que se chama sindrome de Peter Pan!

Domingo, 17 de Outubro de 2010


Não sei sobre o que escrever! Neste momento ou expludo de Alegria, ou me chateio com algo.
È estranho ter tanta vontade de ajudar os outros e eu ficar sempre para trás!
É estranho ter tanta vontade de mudar e não conseguir.
è ainda mais estranho quando pensamos que já podemos confiar em alguém e do nada recebemos um indício que talvez é melhor não! enfim... duelos interiores confusos

Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010


"Um guerreiro da luz, antes de entrar num combate
importante, pergunta a si mesmo: "até que ponto desenvolvi
minha habilidade?”.
Ele sabe que as batalhas que travou no passado sempre
terminaram por ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos destes
ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário.
Em mais de uma vez, ele perdeu seu tempo, lutando por uma
mentira.
Mas os vitoriosos não repetem o mesmo erro.
Um guerreiro não pode recusar a luta; mas sabe também
que não deve arriscar sentimentos importantes, em troca de
recompensas que não estão a altura do seu amor.
Por isso o guerreiro só arrisca seu coração por algo que vale
a pena." - Paulo Coelho - MANUAL DO GUERREIRO DA LUZ




Este foi um livro aconselhado pela minha carissima amiga Piedade,amiga, colega, e a pessoa com quem nos ultimos tempos partilho as minhas angustias, ou melhor partilhamos em uníssono as nossas angústias.
De facto é um livro daqueles que abrimos uma página ao acaso e nos pomos a ler, e vamos continuamente a ler até haver alguma página que nos faz pensar que foi escrita a pensar em nós.
Diariamente pergunto-me se sou capaz de executar as minhas funções, ser amiga do meu amigo, confiar nas pessoas,ser irmã, filha , neta, a namorada entre outros, sem que as dores do passado nos afectem? eu até poderia escrever mais mas deixo este pequeno excerto de um livro maravilhoso, que fala mais e da melhor daquilo que neste momento consigo fazer. E deixo-vos com uma imagem da minha autoria

Domingo, 10 de Outubro de 2010

Submersa


Mais um ano se passou e mais vejo o quanto a vida não dura, mais se perde e nada se ganha!
Mais um ano e mais um discurso existencialista.
Mais um ano e mais me apercebo que cada dia que passa perco o que de mais importante há nele, sem viver , sem chorar o que deve ser chorado e conter o que não deve ser contido.
Podem ver-me como negativista, ou alguém que está amargurado pela vida e que apenas tem 21 anos, e segundo o que dizem... com o mundo e a vida pela frente.
Mas não é bem assim.
O que é suposto fazer quando não sabemos o que andamos aqui a fazer?
O que é suposto fazer quando descobrimos que o que andamos a tentar concretizar afinal nao passava de um sonho infantil?
Os nossos pais ensinam-nos a andar, falar, ensinam-nos a agradecer quando alguém é amável conosco ou nos faz algum favor, ensinam-nos o se faz favor, a andar de bicicleta, e muitos nem isso nos fazem, depositam-nos no mundo pela plena inconsciencia dos actos de prazer, ou então pelo desejo incombativel de ser mãe, sem que pensem como ensinar os filhos a lidar com a pior guerra de todas, e luta interior que cada um trava, para tomar decisões, para saber o que gosta e o que não gosta, e o porque de gostar e não gostar.
Sou-vos sincera, neste momento não sei que moinho me move, neste momento nem sei qual é o meu prato gastronomico preferido, dado que só como por necessidade e não por gosto.
Escusado será dizer que ando frustrada, por todas as iminências do futuro e pelas incertezas do agora!
Neste momento e dado a maneire que lido com o mundo e com as coisas ( que vejo tudo como uma obrigação) vejo que tudo á minha volta me tenta agradar, talvez por que gostem de mim, ou ainda esperem que sobreviva a minha decadência evolutiva!
Quando um dia morremos.. não levamos nem o dinheiro, nem o amor,nem a sabedoria.
Custa-me crer que sou um corpo sem alma, mas neste momento é o que sinto.
O amor passa... o dinheiro vai e vem, a sabedoria ganha-se mas para quê?
Eu até acho que quanto menos souber-mos mais felizes somos!Quanto menos consciência tiver-mos da matéria que somos feitos melhor, mais felizes somos!
Isto é apenas um desabafo de alguém que trava neste momento uma batalha campal dentro do próprio cerebro, que não consegue ver respostas e muito menos fim da batalha.